Um vídeo mostra o momento em que Lorival da Cruz Neto, de 19 anos, foge de bicicleta após a morte da companheira, Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, na noite desta quarta-feira (19), em Campo Grande. A mulher foi morta dentro de casa, e a principal suspeita da polícia é de que ela tenha sido atacada com golpes de foice.
Uma testemunha contou que ouviu dois pedidos de socorro durante uma discussão entre o casal. Pouco depois, ela entrou na residência e encontrou Joseane morta. Segundo ela, logo depois dos pedidos de ajuda, foi ouvido um barulho forte dentro da casa. Uma vizinha entrou correndo no imóvel, e a testemunha foi atrás.
Ao chegar, ela viu o corpo de Joseane e o suspeito próximo à vítima. Segundo o relato, Lorival saiu pela porta e empurrou a vizinha. A testemunha tentou impedir a fuga, mas o homem pegou uma bicicleta e deixou o local.
A testemunha contou que o relacionamento entre Joseane e Lorival era conturbado e marcado por brigas. Segundo ela, o suspeito já teria feito ameaças de morte contra a vítima.
A testemunha também afirmou que, no início deste ano, entre março e abril, Joseane teria sido vítima de uma agressão durante a qual perdeu um bebê que ainda estava na barriga. Essa informação é apurada pela investigação.
Mãe não conseguia contato com a filha
A mãe de Joseane, Pascoalina de Oliveira, de 64 anos, contou que não conseguia falar com a filha desde junho. Segundo ela, antes disso, as duas mantinham contato quase todos os dias.
“Ela me ligava quase todo dia, eu falava com ela”, disse.
Pascoalina acredita que o companheiro possa ter impedido Joseane de conversar com a família. A mãe também contou que a filha já havia sido agredida pelo companheiro. Joseane tinha três filhas, de 17, 15 e 11 anos de outro relacionamento. As adolescentes moram com o pai.
Pascoalina mora em Porto Murtinho, é de uma família ribeirinha. Uma associação de ribeirinhos deve ajudar a transportar o corpo de Joseane para o município.
O caso é investigado como feminicídio. Este é o quarto feminicídio registrado neste ano em Campo Grande e o 22º em Mato Grosso do Sul.
G1
